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ogueiros Decentes

Ainda que teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos,

como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...

(Saint-Exupéry)



segunda-feira, 9 de março de 2009

Esquerda... ou direita? O que é melhor?

Este Post será repetido diariamente e os comentários arquivados.
No final do mês, alguns serão publicados como Post


A intenção é tentar saber o que é melhor na opinião "de quem opinar"...
Quais os benefícios e os malefícios de "direita" e de "esquerda"?

Peço a ajuda dos que aqui vem para que deixem comentários sem ofensas, especialmente porque será a melhor maneira de fazer que o outro entenda sua argumentação, posição e escolha, e a melhor forma de tentar entender as argumentações dos outros.
Todos são bem-vindos!

Cada um que fique com a sua verdade!
Entendo, porém, que na verdade de cada um a respeito das escolhas do seu país, deve haver um padrão de respeito às opiniões dos outros.

Comentários ofensivos de "esquerda" e de "direita" serão eliminados, simplesmente.

"Não é necessário estabelecer preço pela honra do homem honesto... conseguimos graciosamente"

2 comentários:

  1. Elpídio Graça Canavieira9 de março de 2009 08:24

    Há um princípio em engenharia que determina que todo e qualquer sistema que for criado terá, necessariamente, todas as suas variáveis sob controle. Uma coisa tão óbvia que não precisaria ser citada. No entanto, quando nos dirigimos à engenharia social, as condições exigidas se repetem, desde que o ponto de vista considerado se faça pelo perfil totalitário. Nesse caso, o Estado passa a ter o total controle de todas as suas variáveis - as pessoas - para que nada fique fora do que foi planejado. Assim, duas condições são fundamentais para que vingue o totalitarismo. O tratamento psicológico que evita a eliminação dos resistentes, ou a pura e simples eliminação do rebelde. Não se permite que haja contestação às decisões do Estado. Nesse caso, os homens não passam de células de um organismo que, idealizado pelo Estado, deve agir com determinismo e precisão. Em essência, todos os regimes totalitários que historicamente conhecemos enquadrou-se, cada qual com suas características, nesse fundamento. Mais violência, menos violência, mas com a perspectiva de que tudo deve estar sob controle. Onde se adapta esquerda ou direita nesse tipo de regime? A condição necessária e suficiente para que vingue um regime totalitário é ter como fundamento o materialismo como filosofia. É fundamental que se eliminem quaisquer tipo de crenças que desvie do Estado seu poder controlador e capaz de dar à sociedade a sensação de amparo, de justiça e eficiência. Os exemplos de sistemas totalitários que temos nos vem, guardadas as proporções, de algumas espécies de insetos. Abelhas, vespas, formigas, cupins são exemplos típicos onde o papel de cada uma de suas células fica bem caracterizado e de tal forma que, uma célula ou pequeno grupo de células descaracterizam o sistema. Mas quem há de discordar que sejam sistemas eficientes?
    O que se coloca em questão é a existência de algum regime que permita ao homem tanto a sua liberdade, quanto a organicidade do mesmo. Penso que a discussão que se faz é encontrar um meio termo onde a liberdade e a cooperação entre os homens possam ser expressas permitindo um equilíbrio entre a criatividade e a harmonia, entre as diferenças e a tolerância.

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  2. A iniciativa até que é interessante, mas vai ser difícil definir esquerda e direita aqui nos Brasis. Bom, Lula já disse que não é nada e, quanto a isso ninguém tem a menor dúvida, lato sensu, mas seu governo é de basicamente de esquerda, a julgar pelos seus ministros e pela corriola que vive à custa dele.

    Mas será que é de esquerda mesmo? Quem lhes dá condições de governabilidade(?) no Congresso? Será que Sarney, Collor, Maluf, Renan, Barbalho, Jucá, Crivella e outros do mesmo tope fazem parte da esquerda?

    Fica complicado atribuir um rótulo de esquerda a essa gente, mesmo levando em conta a origem dos termos direita e esquerda, na Assembléia Legislativa francesa de 1791 onde os Jacobinos, representantes da pequena e média burguesia e do proletariado, sentavam-se à esquerda e os Girondinos, representantes da alta burguesia, à direita.

    Ficaria mais fácil se voltarmos só um pouquinho na história francesa quando o país era dividido em três grupos chamados de Estados Gerais: o clero – primeiro estado, a nobreza – segundo estado e o resto – o terceiro estado. O terceiro estado englobava noventa e cinco por cento da população, incluindo empresários, banqueiros, comerciantes, médicos, advogados, artesãos e o proletariado urbano e rural. Eram esses que pagavam os impostos que a nobreza e o clero eram isentos. O terceiro estado não possuía, além disso, o direito de ocupar cargos públicos. A burguesia, apesar do poder econômico, era igualada ao povo dentro do terceiro estado não tendo participação política, liberdade econômica e direito de ascensão social.

    No caso, em vez de esquerda, poderíamos qualificar essa gente que sempre está no poder como o Segundo Estado – dada à sua semelhança com a nobreza – porque também mandam sempre, seja qual for a situação, além de não pagarem nunca os impostos que devem, não por lei, mas por sonegação mesmo. Mas isso não tem a mínima importância para quem não tem caráter.

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