O Bolsa-família é a junção de programas sociais criados por FHC e a Estabilização da Economia é OBRA DE ITAMAR E FHC.




Blogueiros Decentes

Ainda que teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos,

como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...

(Saint-Exupéry)



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Excelente exemplo dos ITALIANOS, que deveria motivar todos os povos do Planeta

Para compensar os "battisti" da vida...
a Inteligência, Dignidade, Responsabilidade e Coragem do POVO ITALIANO.

Texto copiado do http://www.stum.com.br
:
Perdoem-me o tema, mas percebo que se trata de um fato que merece ser
comentado e que está no contexto de mudanças profundas de nossa sociedade globalizada.
Aconteceu algo poderoso, único e raríssimo, as emoções genuínas que brotaram dos italianos cansados de desmandos e desonestidade quebraram o sistema de poder, requalificaram toda a comunicação de massa bem como a atuação controladora de todos os partidos.
Sim, o mundo inteiro deveria se juntar na comemoração alegre daquele povo tão parecido com o brasileiro.

Foi suado... de maneira vergonhosa, tentaram enganar de todas as maneiras os eleitores, informando as datas erradas pela TV, imprimindo cédulas eleitorais que induziam ao engano (precisava escolher o SIM para dizer que não, não se queria mais as centrais nucleares, por exemplo), com os ministros pedindo para as pessoas não saírem de casa (lá o voto não é obrigatório e é preciso atingir o quorum da metade mais um dos que têm direito a voto), com a imperiosa mídia silenciando ou desinformando acerca do grande evento.

A cruzada para permitir a realização do plebiscito começou na Internet, e mais de um milhão de assinaturas foram conseguidas, garantindo assim a realização do pleito, tirando dos partidos políticos os louros pelo sucesso da iniciativa.
Havia três maiores temas a votar:
1) O que fazer com a energia nuclear
2) Permitir -ou não-, a privatização da água e dos recursos hídricos
3) Manter -ou não- a imunidade para os ministros e o chefe de Estado.
Temas absolutamente atuais em qualquer parte do mundo civilizado.

O segundo Renascimento
Sim, aconteceu algo que eu já não esperava mais. Voltamos -de repente-, a ter na Europa aquela Nação viva, empenhada, pujante, finalmente desperta.
O povo italiano acabou de despertar de um sono profundo, reencontrou sua força na unidade e na participação, saiu de casa para cumprir seu dever cívico e desferiu uma derrota humil hante, quase brutal ao governo e ao seu primeiro ministro Silvio Berlusconi, o homem mais rico da Itália, que sequer foi votar, desprezando desta forma a manifestação mais importante na democracia verdadeira:
a vontade suprema dos cidadãos, os quais, passando por cima de um parlamento inepto, afastado da realidade, -com seus representantes em sua maioria comprados-, garantiram a vitória do bom senso, da justiça, da sabedoria inata que habita em cada um de nós.
Deu quorum, com folga para validar o resultado e 95 % dos votos válidos acabaram de vez com o projeto de reativação das usinas nucleares, com o comércio monopolístico da água e com a imunidade do premiê, que deverá enfrentar sem demora os tribunais em um sem-número de processos de improbidade, de corrupção e até por instigar a prostituição juvenil, depois de 17 anos de vida política, muitos dos quais de poder quase absoluto.

É a velha e surrada história da semente: plantou vento? Colherá tempestade.
Mais um sinal peremptório... os cidadãos italianos demonstraram que de fato tudo dependia deles e colocaram em suas mãos o destino do País, reavivando e renovando a força da democracia.

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